Ocupação

Algum curioso teve a interessante ideia de produzir uma mapa dinâmico onde podemos ver ano a ano as cidades fundadas no Brasil.
Dá uma boa ideia do processo de ocupação territorial brasileiro.
Em um país sem estradas, os rios possibilitaram a demarcação de fronteiras distantes como no Amazonas, e mesmo no oeste brasileiro, com destaque para Corumbá e Cuiabá (que fará 300 anos em 2019).
Cuiabá na época era acessível para quem saía do Rio de Janeiro por mar até subir o Rio da Prata, o Paraná, o Paraguai e finalmente o rio Cuiabá. O que explica porque muitas famílias antigas cuiabanas tenham muito mais relações no Rio de Janeiro do que com o sul do país.
O grande deserto demográfico do sertão do Mato Grosso só seria povoado com a emigração sulista para a fronteira agrícola, que é bastante recente e coincide com as cidades surgidas nas últimas três décadas apenas.

Um outro mapa, do Nexo, mostra o crescimento da população.
O interessante é que graças ao sucesso do agronegócio, a economia hoje cresce mais no interior do que nas capitais, invertendo o fluxo migratório. Os dados são da pesquisa “Deslocamentos Populacionais no Brasil”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo mostra que os grandes centros urbanos deixaram de atrair a população, e que são as cidades com menos de 500 mil habitantes no interior as que mais crescem no país hoje.

população

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