Implementation Dialogue

No dia 12 de março, a Estratégia PCI e a Tropical Forest Alliance realizaram em São Paulo o primeiro Implementation Dialogue da Aliança na América Latina.
Na base do TFA está o compromisso do CGF de 2010 de desvincular as cadeias de suprimento de óleo de palma, soja, carne, celulose e papel, de desmatamento.
Na América Latina, as jurisdições alvo do TFA são a Colombia e o Brasil, e dentro do Brasil Pará e Mato Grosso.
O Implementation Dialogue visa proporcionar às jurisdições a oportunidade de apresentarem um cardápio de iniciativas relacionadas à produção sustentável para o setor privado, instituições financeiras, sociedade civil organizada entre outros atores -, convidando-os ao estabelecimento de parcerias em prol da implementação, replicação ou ampliação de tais iniciativas.
Também almeja identificar sinergias público-privadas entre os atores da cadeia de suprimentos, o setor financeiro e as abordagens jurisdicionais, oportunizando a celebração de parcerias de alto impacto que acelerem a agenda global.
Em Londres, logo após a COP em Bonn no final de novembro de 2017, em uma reunião preparatória para o ID, a PCI já havia começado a apresentar oportunidades de engajamento e investimentos para os atores do TFA.
Agora tratamos de refinar um portfolio de iniciativas voltadas à produção sustentável, e também um cardápio de possibilidades de engajamento para as entidades e empresas dispostas a ajudar o Mato Grosso na implementação de suas metas de desenvolvimento sustentável.
A premissa básica dessa relação é: help me, to help you. Engajando-se nos planos do Mato Grosso, empresas e investidores ajudam a reduzir o risco na jurisdição, o que ao fim beneficia tanto o comércio como o fluxo financeiro, sendo que ambos tem seus próprios compromissos a cumprir.
Atrair esse tipo de investimentos não é algo trivial.
Marcela Paranhos, consultora que entende do riscado dá um resumo do conjunto necessário para tornar a jurisdição de fato atrativa para investimentos:
1. É preciso um cenário favorável, o que significa um comprometimento claro do governo com o desenvolvimento sustentável e uma governança estabelecida para isso. Check. A PCI traz exatamente este cenário que esperam ver;
2. É preciso um pipeline de projetos financiáveis, o que nem sempre é fácil de se conseguir. Há um grande gargalo na construção de projetos a ser corrigido com um grande esforço em capacity building;
3. É preciso mecanismos financeiros sólidos para o fluxo desses investimentos, com transparência e rastreabilidade, para que os investimentos sejam monitoráveis, reportáveis e comparáveis a outros. Estamos no processo de construção deste mecanismo para a PCI;
4. É preciso que existam cases já com resultados, econômicos, sociais e ambientais, que demonstrem a factibilidade dos investimentos pretendidos
5. É preciso garantir a perenidade tanto do cenário favorável como dos investimentos…
Há vários tipos de “dinheiros” no mundo, desde subsídios a fundo perdido, recursos para capacity building, investimentos de impacto e outros. Um veículo de investimentos à altura do desafio da PCI deve ser capaz de trabalhar com o que se chama hoje em dia de blended finance, usando diversas fontes de recursos combinadas e otimizando seu efeito e impacto na paisagem.
É exatamente sobre esta construção que a PCI agora se debruça.
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